sábado, 28 de julho de 2007

Elipse

Um imenso vácuo silencia minha vida
Pela primeira vez me fogem os dizeres
Sou nivelado por baixo a todos os seres
No sepulcro das sensações adquiridas

Satanás me busca, me atenda, me fustiga
Minha redenção está no lápis e no papel
Equilibrado no meio fio entre ânsia e fel
De peito aberto ao encontro desta briga

Se me ignoras quais as possibilidades
De entregar-te meu amor em palavras?
É uma pena que tudo acabe desse jeito

Insistência é meramente uma habilidade
Pois a estrada que antes nos conectava
Agora finda e recomeça no meu peito

6 comentários:

Anônimo disse...

Já pensou em se suicidar? Pelo visto é a melhor opção!

Franco de Paula disse...

Amada anônima,

Já, e concluí que sofrer pela mais linda das criaturas é melhor do que virar comida de verme.

Além do mais minha missão não terminou: ainda tenho 986 poemas por escrever.

Besos infinitos

Anônimo disse...

Los 986 poemas te los podes ir metiendo de a uno por el orto!
No ves que la mina no quiere saber nada?
Ni para comida de gusanos servis.
Infinitos son los boleos en el culo que te van a dar como no la cortes, imbécil.

Franco de Paula disse...

Anônimo, obrigado pelas palavras. Vou lembrar delas quando necessário. Espero que eu caia na real em breve.

Saudações amistosas

Fulano Sicrano disse...

Franco, muitíssimo obrigado pelos gentis comentários. E, por favor, não se suicide.

Franco de Paula disse...

Fulano, acredite em um final de semana concluí mais a respeito do amor e do sofrimento do que em muitos anos. Pode ficar tranqüilo que esta possibilidade está descartada.

Saudações aliviadas