segunda-feira, 30 de julho de 2007
sábado, 28 de julho de 2007
Elipse
Um imenso vácuo silencia minha vida
Pela primeira vez me fogem os dizeres
Sou nivelado por baixo a todos os seres
No sepulcro das sensações adquiridas
Satanás me busca, me atenda, me fustiga
Minha redenção está no lápis e no papel
Equilibrado no meio fio entre ânsia e fel
De peito aberto ao encontro desta briga
Se me ignoras quais as possibilidades
De entregar-te meu amor em palavras?
É uma pena que tudo acabe desse jeito
Insistência é meramente uma habilidade
Pois a estrada que antes nos conectava
Agora finda e recomeça no meu peito
Pela primeira vez me fogem os dizeres
Sou nivelado por baixo a todos os seres
No sepulcro das sensações adquiridas
Satanás me busca, me atenda, me fustiga
Minha redenção está no lápis e no papel
Equilibrado no meio fio entre ânsia e fel
De peito aberto ao encontro desta briga
Se me ignoras quais as possibilidades
De entregar-te meu amor em palavras?
É uma pena que tudo acabe desse jeito
Insistência é meramente uma habilidade
Pois a estrada que antes nos conectava
Agora finda e recomeça no meu peito
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Masoquismo

Não amole, deixe-me aos maus tratos
A vida é também lá feita de desilusão
Acabou-se a expectativa mas o fato
É que a tristeza me aquece o coração
Dirão alguns parcos que sou louco
Pr´outros poucos mais que uma besta
Que a si próprio permite viver pouco
Tomado pela melancolia que infesta
Calem-se! Ao sair tranquem a porta
Deixem as chaves na gaveta do tempo
Guardem as palavras de esperança
Esta que em mim jaz distante e morta
Levada para o longínquo, no momento
O meu único prazer são as lembranças
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Dádiva da persistência

Resignação é o demônio em gemidos
A nos guiar para a fé condescendente
Num lampejo o todo fica sem sentido
Como a vida observada pelas lentes
Quem se rende nivela ao que se mata
Por toda esta vida nunca que me entego
Pois acredito na intermitência da chibata
Em terra de rei quem tem um olho é cego
Permanecerei durante toda esta jornada
Aguardando uma sentença que não finda
Carregando no coração o resultado
Se este é o meu destino vou na calada
O que me move no final é a sua vinda
Meu desejo é rir da cara do diabo
terça-feira, 10 de julho de 2007
Variação de humor - I
O tempo hoje é bem mais bonito
Muito mais radiante do que ontem
Faz-me questionar sobre o infinito
E as variações que os dias montem
Hoje alegre amanhã nem tanto
Semana em riso; o mês em pranto
Assim me passam os segundos
Dividido entre espaço e mundo
Se lhe tivesse apenas uma palavra
Mesmo sussurrada igual segredo
Ou enfiada no arame pelos dedos
Resgataria em mim esta safra
Sem discutir se tarde ou cedo
Livraria-me enfim deste medo
Muito mais radiante do que ontem
Faz-me questionar sobre o infinito
E as variações que os dias montem
Hoje alegre amanhã nem tanto
Semana em riso; o mês em pranto
Assim me passam os segundos
Dividido entre espaço e mundo
Se lhe tivesse apenas uma palavra
Mesmo sussurrada igual segredo
Ou enfiada no arame pelos dedos
Resgataria em mim esta safra
Sem discutir se tarde ou cedo
Livraria-me enfim deste medo
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Colóquio com a solidão I

Olá solidão, mas que linda manhã
Trouxe-nos este inverno adulterado
Agradeço-te novamente a febre terçã
Que meu espírito carrega como fardo
Saudade é o supremo estado da ausência
Que arremata em seus mínimos detalhes
Cheiro, gesto ou outro bem que calhe
De surpreender-nos em intermitências
Quisera poder respirar calmamente
Mas essa atmosfera toda me esmaga
Soterrado-me na estrutura desta viga
Mesmo em campo aberto minha mente
Não permite que a lembrança seja vaga
Faz meu futuro percorrer estrada antiga
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Bom dia
Bom dia minha afiada Cinderella
Cá estou, prometo ser rápido:
Sem ti a vida não vai tão bela
Mas não sustento desejo inválido
Poderias responder se te saúdo
Mas se não queres te compreendo
Ficarei por aqui a postar remendos
Na expectativa de te trocar miúdos
Muito te adoro, isso me incomoda
Parei no tempo, a saudade é foda
Queria-te palavras à moda antiga
Mas não queres nem ser uma amiga
então sendo muito franco e direto
É muita raiva por quem tiveste afeto
Cá estou, prometo ser rápido:
Sem ti a vida não vai tão bela
Mas não sustento desejo inválido
Poderias responder se te saúdo
Mas se não queres te compreendo
Ficarei por aqui a postar remendos
Na expectativa de te trocar miúdos
Muito te adoro, isso me incomoda
Parei no tempo, a saudade é foda
Queria-te palavras à moda antiga
Mas não queres nem ser uma amiga
então sendo muito franco e direto
É muita raiva por quem tiveste afeto
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Trégua

Já passados trinta minutos
Dos badalares da zero hora
Mais vinte quatro neste luto
Que em bytes posto agora
Prometo não ser tão persistente
Se não me queres neste amanhecer
Meu desejo agora é simplesmente
Escrever-te o amor até meu fenecer
Ficarei por perto como prometido
Cabeça erguida engolindo gemido
Registrando o quotidiano da saudade
Pelo que ainda me resta de idade
Escrever-te-ei solidário a fé
Quem sabe a montanha vá à Maomé
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Uma em mil

Como já disse: "escreverei mil vezes"
Por isso deixo-te nova investida
Continuo aqui, queria que soubesses
Não por agora, mas por toda a vida
O tempo que me transcorre é reflexão
Por minha ingratidão com o presente
Que deixei escorrer pela minha mão
E por essa razão se tornou ausente
O arrependimento é pior que a dor
Por que esta passa ou nos desfalece
Pois verdade é que não é para sempre
Entre seu amor ou ódio, seja como for
Tenta me apagar só não te esqueces
Nalguma vida repousarei em teu ventre
Fala comigo
Existe tempo para dizer que se ama?
Pois se existe diga qual é agora
Caso contrário nunca que vou embora
Mesmo que de ruim me fique a fama
Por que te incomodo se me detestas?
Palavras secas ao redigir os textos
Mil beijos fogem pelas frestas
Das entrelinhas dos seus desejos
Fala comigo, por favor, te peço
Como era antes sei não tem regresso
Mas se soubesses como machuca o não
Pouparia-nos de discutir milhares
Porque se desculpas não aceitares
Eternamente as pedirei em vão
Pois se existe diga qual é agora
Caso contrário nunca que vou embora
Mesmo que de ruim me fique a fama
Por que te incomodo se me detestas?
Palavras secas ao redigir os textos
Mil beijos fogem pelas frestas
Das entrelinhas dos seus desejos
Fala comigo, por favor, te peço
Como era antes sei não tem regresso
Mas se soubesses como machuca o não
Pouparia-nos de discutir milhares
Porque se desculpas não aceitares
Eternamente as pedirei em vão
Recomeço
Meu Deus, de fato tu tens razão
Portanto acabaram-se os lamentos
Não quero choro mas teu sentimento
Novamente enchendo o meu coração
E não me digas que nada sentiste
Porque a raiva do amor é irmã
Se me ignoras é por estar triste
Abre-me a porta do teu amanhã
Por favor não julgue se eu mereço
Não se enverede neste ledo engano
Pois uma história temos de belo
Sei que cabe para nós um recomeço
Prazer sou teu vizinho, brasiliano
Sobrevivendo na longínqua Maranelo
Portanto acabaram-se os lamentos
Não quero choro mas teu sentimento
Novamente enchendo o meu coração
E não me digas que nada sentiste
Porque a raiva do amor é irmã
Se me ignoras é por estar triste
Abre-me a porta do teu amanhã
Por favor não julgue se eu mereço
Não se enverede neste ledo engano
Pois uma história temos de belo
Sei que cabe para nós um recomeço
Prazer sou teu vizinho, brasiliano
Sobrevivendo na longínqua Maranelo
Lamento
Que mais me resta senão lamento?
Passar os dias a chorar o tempo
Que implacável somente avança
Ignorando assim minha esperança
Fui-te, sou-te, sempre haverei
De te ser leal mesmo sobre a lei
Mundana, divina ou outra qualquer
Que afaste o meu sonho de mulher
Perdoa se o descaso andou comigo
Não trate como a um inimigo
A quem só te quer felicidade
Estou resignado na amargura
Pois o que tanto me tortura
Será "Soledad" ou será Saudade?
Passar os dias a chorar o tempo
Que implacável somente avança
Ignorando assim minha esperança
Fui-te, sou-te, sempre haverei
De te ser leal mesmo sobre a lei
Mundana, divina ou outra qualquer
Que afaste o meu sonho de mulher
Perdoa se o descaso andou comigo
Não trate como a um inimigo
A quem só te quer felicidade
Estou resignado na amargura
Pois o que tanto me tortura
Será "Soledad" ou será Saudade?
Imutável
Toda a exuberância do firmamento
Resume-se na força da sua idade
Cerra seu mistério na simplicidade
Que apreciamos em frações de tempo
Significa que cabe por analogia
Explicação a esta falta angustiante
Pela qual meu âmago lépido silencia
E meu espírito lhe busca: amante
Absolutamente tudo na existência
Tem dois pesos e duas medidas
Alternados entre sorriso e pranto
Acima dos fatos está a essência
Pois mais que facadas e fadigas
Vejo a beleza do nosso encanto
Resume-se na força da sua idade
Cerra seu mistério na simplicidade
Que apreciamos em frações de tempo
Significa que cabe por analogia
Explicação a esta falta angustiante
Pela qual meu âmago lépido silencia
E meu espírito lhe busca: amante
Absolutamente tudo na existência
Tem dois pesos e duas medidas
Alternados entre sorriso e pranto
Acima dos fatos está a essência
Pois mais que facadas e fadigas
Vejo a beleza do nosso encanto
Chá de sumiço
Como a pérola que se cerra
Enclausurada no seu mundo
Aguardando a cada segundo
Um despertar a nova terra
És uma agulha ora perdida
No palheiro das relevâncias
Assim trancada na distância
Te escondeste da minha vida
Se te somes de repente
Meu coração se angustia
A cada novo amanhecer
Pois sabe minha mente:
talvez seja algum dia;
quem sabe até morrer
Relatividade
Como posso esquecer-te simplesmente
Se o que me resta na vida é tua vida
Mesmo que o tempo afora me persiga
És tu o sentimento que me sente
A distância entre nós dois é uma mentira
Que o mundo nos impôs tão plenamente
Momentos raros como o brilho da safira
Desperta-me para estar-te frente a frente
Queria-te um sorriso, uma lágrima ou xingamento
Que fosse simples, único e meu a cada momento
Para me libertar do jogo insano do destino
Mas reservo-te o meu melhor : é um menino
Trancado dentro dum homem que finalmente
Deseja compartilhar-te espírito, corpo e mente
Se o que me resta na vida é tua vida
Mesmo que o tempo afora me persiga
És tu o sentimento que me sente
A distância entre nós dois é uma mentira
Que o mundo nos impôs tão plenamente
Momentos raros como o brilho da safira
Desperta-me para estar-te frente a frente
Queria-te um sorriso, uma lágrima ou xingamento
Que fosse simples, único e meu a cada momento
Para me libertar do jogo insano do destino
Mas reservo-te o meu melhor : é um menino
Trancado dentro dum homem que finalmente
Deseja compartilhar-te espírito, corpo e mente
Assinar:
Comentários (Atom)
