quinta-feira, 5 de julho de 2007

Trégua


Já passados trinta minutos
Dos badalares da zero hora
Mais vinte quatro neste luto
Que em bytes posto agora

Prometo não ser tão persistente
Se não me queres neste amanhecer
Meu desejo agora é simplesmente
Escrever-te o amor até meu fenecer

Ficarei por perto como prometido
Cabeça erguida engolindo gemido
Registrando o quotidiano da saudade

Pelo que ainda me resta de idade
Escrever-te-ei solidário a fé
Quem sabe a montanha vá à Maomé

Nenhum comentário: